A redução da produção salivar é um efeito colateral frequente da radioterapia de cabeça e pescoço. Além do desconforto, ela aumenta o risco de cáries, infecções e dificulda a fala, a mastigação e a deglutição. Com o tratamento correto, é possível recuperar parte da função salivar e proteger os dentes.
A saliva não é apenas umidade. Ela tem função antibacteriana, lubrificante, tamponante do pH e protetora do esmalte dentário. Quando as glândulas salivares são afetadas pela radioterapia, essa proteção se perde — e as consequências se instalam gradualmente.
Pacientes com xerostomia pós-radioterapia têm risco significativamente aumentado de cáries rampantes, candidíase oral, dificuldade de engolir medicamentos e deterioração da qualidade de vida. O manejo precoce faz toda a diferença no prognóstico oral a longo prazo.
Sem saliva para tamponar o pH, o esmalte fica vulnerável a lesões múltiplas em locais atípicos.
A lubrificação salivar é essencial para a articulação. A boca seca torna a fala desconfortável e cansativa.
Engolir alimentos sólidos ou secos se torna difícil e doloroso, afetando nutrição e qualidade de vida.
O ambiente oral seco favorece o crescimento de Candida albicans, especialmente em imunossuprimidos.
O protocolo de tratamento combina laserterapia de baixa intensidade sobre as glândulas salivares principais (parótida, submandibular e sublingual), medidas de proteção dentária específicas para hipossalivação, e orientações de higiene oral adaptadas.
Estudos clínicos demonstram melhora mensurável no fluxo salivar com o uso do LBI — especialmente nos casos de xerostomia pós-radioterapia. O tratamento é realizado em consultório ou em domicílio, com sessões periódicas de manutenção.
Entender como funciona a laserterapia →Com o protocolo adequado, é possível minimizar os efeitos da radioterapia sobre as glândulas salivares e proteger os dentes a longo prazo.
Agendar avaliação